Archive for maio, 2016

Meu filho sofre bullying, e agora?

Vanessa dos Santos Gon

          Caracteriza-se como bullying atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetidas, praticadas por um ou mais indivíduos sem motivo aparente.

          Enquanto psicóloga no serviço público, atendo vítimas de todas as formas de violência há mais de dez anos e, mesmo sendo um tema constante em debates nacionais e internacionais, o bullying continua acontecendo com muita frequência, mas de forma mascarada tanto nas escolas públicas, quanto nas privadas.

      Recordo-me com clareza, de que quando criança, não apenas eu, mas muitos de meus colegas possuíam apelidos nada estimuladores à autoestima, assim como pode ter ocorrido com você ou com alguns de seus colegas de classe da época. Mas será que essa realidade já mudou com o passar dos anos? Não o suficiente, apesar da mudança no cenário legal e das práticas educacionais.

       Pais e familiares, por vezes, nem tomam ciência de que seus pequenos podem estar sofrendo com essas situações, percebem apenas os reflexos nefastos do bullying, como a tristeza, o medo, o desinteresse pela escola, o baixo desempenho, alterações no sono, entre outros.

Mas o que posso fazer para ajudar meu filho?

        Por vezes, a criança já se encontra com traumas emocionais tão profundos, que demandam de um PLANO DE AÇÃO muito EFICAZ nessas situações. Confira algumas dicas que o auxiliarão nesse planejamento:

         Perceber o que está acontecendo na rotina de seu filho é fundamental para valorizá-lo ao máximo.

Como dizer “não” para meu filho?

Um assunto já discutido por diversos autores e que sempre desperta a curiosidade dos pais: Como dizer “não” para o meu filho?

            Talvez a primeira imagem que lhe passe pela cabeça, seja uma cena da criança fazendo algo que você considere inaceitável ou perigoso, ou ainda, o desconforto do som do choro do pequeno ao ouvir a simples palavra “não”. O que fazer nessas situações? Quais as melhores escolhas?

         A palavra “não” pode representar, ao mesmo tempo, um limite, um cuidado, ou apenas apontar uma reprovação dos pais. É nesse contexto que vamos manter nossa atenção.

             Como primeiro passo, vamos fazer uma experiência. Peço que, nesse momento, não pense em um elefante com tromba cor de rosa e bolinhas coloridas. É muito provável que a imagem do animal ainda esteja sondando sua imaginação e, até mesmo, tenha lhe colocado um sorriso nos lábios!

            De acordo com Richard Bandler, co-criador da Programação Neurolinguística (PNL), criamos, em primeiro plano, o que foi determinado para, somente depois, cumprir o que foi proposto. É comprovado, por diversos pesquisadores da Neurolinguística, que nosso cérebro simplesmente anula a ação do “não”. É isso que acontece com as crianças quando usamos o “não” de forma imperativa, eles entendem a mensagem como positiva, para depois tentar evitá-la. Então, como impor limites ou utilizar o “não” de forma favorável ao desenvolvimento infantil?

               Analise como fica diferente. Experimente dizer aquilo que deseja que a criança faça:

              No lugar do que tema que aconteça:

             Outra maneira importante para utilizar o “não” é refletir com os filhos o motivo da negativa, ao empregá-la como forma de expressar limites e fazer considerações importantes. A criança sente-se valorizada ao perceber que os pais compreendem suas necessidades, mesmo quando elas não possam ser atendidas no momento.
Imagine como seria instigante dialogar com seu filho sobre a aquisição de um brinquedo ou o momento de fazer tarefas. Mostrar a ele que considera importante seu desejo e dividir as prioridades a serem realizadas, tornará a relação entre vocês mais íntima e confiável.

        Não quero que pense que estas novas experiências serão fáceis de colocar em prática, afinal, demandam tempo e dedicação. Porém, qual era mesmo o tema de nossa conversa?  “Como dizer não para meu filho?” Que tal escolher alguma dessas sugestões em uma próxima oportunidade? Experimente e perceba os resultados.

7 bons motivos para deixar seu filho brincar

       Você sabia que existem pelo menos 7 bons motivos para deixar seu filho brincar?

Os adultos ocupam sua rotina com uma série de compromissos e responsabilidades e, às vezes, surge uma vontade imensa de voltar a ser criança para brincar por passatempo ou para não ter que se ocupar com as pressões cotidianas.

Confira, abaixo, alguns motivos que justificam as necessidades e benefícios do brincar para as crianças e perceba que vão muito além do ato de se divertir.

  1. Brincar é instrumento de socialização: é a partir do brincar que a criança começa a estabelecer relações e contatos, aprende a negociar e a respeitar regras e limites na convivência. É através do brincar que ela começa a aprofundar sua noção de como conviver melhor.
  1. Brincar estimula o desenvolvimento motor: considerando que o corpo da criança está em constante e progressiva transformação, quanto mais ela brinca, maior é o estimulo oferecido ao seu crescimento e desenvolvimento físico.
  1. Brincar estimula a atenção da criança: à medida que a criança assimila o brincar, ela percebe, automaticamente, a sequência a ser seguida e mantém seu foco e atenção na atividade realizada com maior facilidade.
  1. Brincar estimula o raciocínio lógico: montar quebra-cabeças e peças de encaixe faz com que a criança amplie sua capacidade de raciocinar logicamente.
  1. Brincar estimula a criatividade: vivenciar histórias, personagens e a imaginação conduzem a criança a um mundo livre, onde ela pode, naturalmente, opinar e criar, tornando possível expor seu interior com mais facilidade, o que agrega muito valor quando na vida adulta.
  1. Brincar fornece a criança maior capacidade de organização: o mundo interno da criança é composto por uma série de ideias e fantasias. Quando ela brinca, pode estruturar os processos internos e, por esse exercício, organizar o próprio ato de brincar, além de pequenas responsabilidades de sua vida, se tornando algo mais fácil, conhecido e prazeroso.
  1. Brincar é um direito: está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e em demais legislações internacionais.

Permita-se brincar com seus filhos! Serão momentos de alegria, leveza e benefícios para toda a família.