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Autoconceito, Infância e PNL

Vanessa Gon

Psicóloga

       O autoconceito de uma criança vai sendo construído a partir do que ouve falar sobre ela, da imagem que vê refletida nos olhos dos adultos e pela forma como se sentem sobre si mesmas, e assim, começam a constituir sua identidade.

          Para auxiliar na construção de um conceito de si próprio mais nítido e baseado em dados de realidade, devemos estar atentos acerca da forma como nos comunicamos com a criança, a qual se torna elemento fundamental para a construção de crenças que limitam suas possibilidades e prejudicam seu autoconceito positivo.

      Alguma vez você já acompanhou uma mãe dizer que seu filho “é bagunceiro”? Tal afirmação se refere à identidade desta criança, ao que ela é, sendo assim, fará de tudo para agir desta maneira e provar que sua mãe está certa.

      Partindo dessa concepção, é importante separar o comportamento (o que a criança faz), de sua identidade (quem ela é). Veja como facilitar a construção de um autoconceito positivo agregado a uma necessidade de mudança de comportamento: “Você deixou seus brinquedos bagunçados (ação/ comportamento), se recorda de como fica melhor quando estão organizados? Você deixa tão organizadas suas roupas! Consegue deixar os brinquedos também? Vamos organizar? ”.

   Percebe o quanto a primeira afirmação é diferente da segunda? Na segunda situação, a criança percebe os resultados de suas ações, recebe um comparativo com o melhor que ela pode ser, tem um mapa de como fazer para organizar seus brinquedos, assim como fez com as roupas e ainda tem preservado seu autoconceito e identidade.

      De acordo com a Programação Neurolinguística, nós podemos ajudar crianças a programar a forma com veem o mundo e como se percebem nele.

      Apenas altere seu padrão de comunicação, baseando-se no que objetivamente ocorre e nas evidências existentes, pois você é capaz dizer o que mais lhe agrada nos comportamentos de seu filho, mantendo preservada a imagem positiva de quem ele é.

Meu filho sofre bullying, e agora?

Vanessa dos Santos Gon

          Caracteriza-se como bullying atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetidas, praticadas por um ou mais indivíduos sem motivo aparente.

          Enquanto psicóloga no serviço público, atendo vítimas de todas as formas de violência há mais de dez anos e, mesmo sendo um tema constante em debates nacionais e internacionais, o bullying continua acontecendo com muita frequência, mas de forma mascarada tanto nas escolas públicas, quanto nas privadas.

      Recordo-me com clareza, de que quando criança, não apenas eu, mas muitos de meus colegas possuíam apelidos nada estimuladores à autoestima, assim como pode ter ocorrido com você ou com alguns de seus colegas de classe da época. Mas será que essa realidade já mudou com o passar dos anos? Não o suficiente, apesar da mudança no cenário legal e das práticas educacionais.

       Pais e familiares, por vezes, nem tomam ciência de que seus pequenos podem estar sofrendo com essas situações, percebem apenas os reflexos nefastos do bullying, como a tristeza, o medo, o desinteresse pela escola, o baixo desempenho, alterações no sono, entre outros.

Mas o que posso fazer para ajudar meu filho?

        Por vezes, a criança já se encontra com traumas emocionais tão profundos, que demandam de um PLANO DE AÇÃO muito EFICAZ nessas situações. Confira algumas dicas que o auxiliarão nesse planejamento:

         Perceber o que está acontecendo na rotina de seu filho é fundamental para valorizá-lo ao máximo.